Pular para o conteúdo principal

O país inteiro quer saber do que Aécio Neves tem medo


247 - Diante das referências ao senador Aécio Neves, presidente nacional do PSDB, nas conversas entre o ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado, e os senadores Romero Jucá e Renan Calheiros, o ex-ministro Jaques Wagner (PT) cobrou respostas sobre o caso.

"É a segunda vez apenas nesta semana que o nome de Aécio Neves surge em circunstâncias no mínimo suspeitas. O candidato derrotado procurou Renan Calheiros para saber se haveria alguma coisa a mais contra ele na Lava Jato. Segundo Renan, o tucano estaria com medo. O Brasil, então, quer saber: do que tem medo Aécio Neves? O país aguarda respostas", afirmou.

No áudio divulgado ontem pela Folha, o presidente do Senado diz a Machado que foi procurado pelo tucano que queria saber mais informações sobre a delação do ex-senador Delcídio Amaral. "Aécio está com medo. [me procurou] 'Renan, queria que você visse para mim esse negócio do Delcídio, se tem mais alguma coisa'", contou o peemedebista.

Já na primeira conversa divulgada pela Folha, na qual Machado fala com Romero Jucá, o ex-presidente da Transpetro diz que "o primeiro a ser comido vai ser o Aécio" numa referência à operação Lava Jato. "O Aécio não tem condição, a gente sabe disso. Quem que não sabe? Quem não conhece o esquema do Aécio?", diz. "Caiu [a ficha]. Todos eles. Aloysio, Serra, Aécio", completou Jucá.

"Romero Jucá e Sérgio Machado sabem. Qual é o esquema em que senador Aécio, citado cinco vezes por delatores da Lava Jato, está envolvido? Agora o Brasil também quer e tem o direito de saber: O que foi feito para que Aécio Neves fosse eleito presidente da Câmara em 2001?", questionou Jaques Wagner anteontem.

Até o momento, Aécio não se pronunciou.


Confira também, os áudios entre Jucá e Sérgio Machado:

Áudio 1:



Áudio 2:

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Em 84, Brizola já alertava sobre ilegitimidade de governo sem voto

Recolho da página Face da Legalidade , que o encontrou num vídeo do Instituto Vladimir Herzog , o trecho de uma fala de Leonel Brizola no comício das Diretas, em 1984, na Praça da Sé, que parece ter sido dita pensando nos dias de hoje. Mas é um conceito permanente, porque não há governar de outra forma um país como o nosso: “Governo neste país só será estável, só poderá existir mesmo, é com o voto do povo brasileiro”. Confira vídeo abaixo:

Com receio de nova vaia, Temer resiste a participar de encerramento da Olimpíada

Com receio de enfrentar novas vaias, o presidente interino, Michel Temer , tem manifestado resistência em participar da cerimônia de encerramento da Olimpíada, marcada para 21 de agosto no Estádio do Maracanã. A preocupação é que, às vésperas da fase final do processo de impeachment no Senado Federal, uma manifestação pública contrária ao peemedebista cause um desgaste desnecessário à imagem do presidente interino. No entorno do peemedebista, há tanto auxiliares que defendem a sua participação no evento mundial como assessores que pregam que ele se dedique à votação no Senado Federal. Os que defendem a sua viagem ao Rio de Janeiro dizem que sua participação é essencial para iniciar relações do novo governo com o Japão, uma vez que é esperada a participação do primeiro-ministro Shinzo Abe. Um encontro bilateral entre Temer e Abe vinha sendo até mesmo articulado pelo Palácio do Planalto com o objetivo de viabilizar uma visita do presidente interino ao país oriental no final deste ano. ...

Brizola: Se a Globo for a favor, somos contra. Se for contra, somos a favor

Uma das inesquecíveis personalidades políticas que o Brasil já teve, não pode ser esquecida, ou melhor, tem que ser constantemente, relembrada. É dizer: a pessoa que lutou ferozmente contra a ditadura, foi exilado e tem um grandioso currículo, seu nome: Leonel Brizola! O discurso Brizolista Brizola era facilmente reconhecido por sua forma de falar e por seu pensamento. Sua fala, carregada do sotaque e de expressões gaúchas que parecia cultivar, era quase que uma marca registrada. Não era difícil imitá-lo. Sua retórica era inflamada. Não perdia oportunidade para criar caricaturas verbais de seus oponentes, como ao chamar Lula de “Sapo Barbudo”, Paulo Maluf de “Filhote da ditadura” e Moreira Franco de “Gato Angorá”. Era um orador carismático, capaz de provocar reações fortes entre partidários e adversários. Seu discurso era baseado em pontos como a valorização da educação pública e a questão das “perdas internacionais” (pagamento de encargos da dívida externa e envio de lucros ao exter...