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Como a Fiesp apoiou o golpe de 1964 e se beneficiou do regime militar

No último sábado (26), o Arrua Coletivo publicou um vídeo que compara o atual apoio da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP) ao impeachment da presidenta da República Dilma Rousseff ao suporte que a instituição ofereceu à ditadura militar de 1964.
O mote é a afirmação de Paulo Skaff, presidente da FIESP, ao Jornal da Gazeta do dia 1 de fevereiro deste ano, de que a instituição é “muito legalista” e que irá respeitar o que for decidido no Congresso.
Entre os entrevistados, está a historiadora Heloisa Istarling, que diz haver poucos esclarecimentos por parte do empresariado sobre o apoio, financiamento e envolvimento em escândalos de corrupção durante o regime militar, confirmados por documentos levantados pela Comissão da Verdade do Estado de São Paulo.
O Coletivo lembra que, até hoje, não houve uma confissão ou um pedido de desculpas por parte da instituição pelo apoio dado ao regime e questiona a real intenção de Skaff ao dar suporte aoimpeachment da presidenta.
O vídeo também questiona as reclamações do setor empresarial. “Nos últimos anos, os grandes empresários brasileiros foram beneficiados por isenções fiscais adotadas pelo governo brasileiro, que chegaram a centenas de bilhões de reais”, pondera.
Confira o vídeo:

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