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Gen. Villas Boas: O pais não está à deriva, afundou!

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Por Armando Rodrigues Coelho Neto, no Jornal GGN


Técnica e legalmente, a concessão para a exploração TV é de 15 anos (rádios dez) renováveis por igual prazo, desde que cumpram exigências. Entre elas privilegiar educação, cultura nacional e regional, não formar monopólio ou oligopólio de propriedade, contemplando ainda aspectos de cunho moral, financeiro e fiscal. 




Não há notícias da observância desses critérios. Renovações de outorgas de concessões de TV e rádios continuam um mistério. Prevalecem interesses políticos, econômicos, religiosos e…!!!
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Com ares de cercadinho ou máfia, o pensamento único da sociedade brasileira parece imposto de forma coronelesca pelas famílias Abravanel (SBT), Barbalho (RBA), Dallevo e Carvalho (Rede TV), Civita (Abril), Frias (Folha), Levy (Gazeta), Macedo (Record), Marinho (Globo), Mesquita (O Estado de S.Paulo), Queiroz (SVM), Saad (Band), Sarney (TV Mirante?) e Sirotsky (RBS).


Confira também, As mentiras de Temer para tirar a sua aposentadoria

O pensamento único é um câncer a espalhar metástases em redes e sub-redes impressas, televisivas, radiofônicas e internet. Presumir que não possam se reunir num mesmo auditório com empresários nacionais e estrangeiros é ilusão. Pensar que não o fariam, como já fizeram, pra dizer quem pode ou vai ser presidente da República é ilusão. Isso não é teoria da conspiração.

Tenho problemas com os patos amarelos por isso, e resolvi traçar linhas sobre o vergonhoso papel do jornalismo que lhes inspiram. Serve de exemplo uma tal de Istoé desta semana, com capa e conteúdo esquizofrênico. Idem Veja, quando apelou para o subjetivismo em vésperas de eleições com o “Ele sabia”, baseada em disse-me-disse. Não importa se louco ou bandido, se mediante paga ou tortura. Se alguém delata alguém é verdade. Em clima de troco ou retorsão, ditos esquerdistas incorrem no mesmo erro. Desse modo, delação ganha status de sentença, seja Cunha, Delcídio ou Maníaco do Parque, caso a versão lhes convenha.

Verdades e pós-verdades consagradas, o fato é que o engajamento político da suposta grande mídia é tão rasteiro quanto uma briga de jornalecos em currais eleitorais. No passado, a TV Bandeirantes (campanha presidencial/1989) teve a pachorra de, nos intervalos de um debate eleitoral, veicular um comercial do cosmético Biocolor. A propaganda de tintura de cabelo encerrava com a seguinte frase: “Não importa a cor de seu cabelo, “é Biocolor na cabeça”. O cinismo tirou de cena os demais candidatos, entre eles Lula.

Com igual vileza, a empresa dos Frias desenterrou um comercial antigo do jornal Folha de S. Paulo para atacar Lula, então líder nas pesquisas. Diante da impossibilidade de negar os avanços sociais e econômicos do País e a magnitude dos feitos de Lula, reexibiu o velho comercial. A peça publicitária tinha formato de retículas, e uma voz em off destacava virtudes de um grande político: “este homem criou milhares de empregos, acabou com a inflação…” Aos poucos, as retículas iam se aglutinando até formarem o rosto de Adolf Hitler. No final do anúncio vinha a frase: existe muitas forma de se dizer mentiras e uma delas é falando só verdades.

Tratam-se de lances mesquinhos que alguns tentam explicar como conveniência de mercado, coincidência ou teoria da conspiração. Mas outros não tanto – como a descarada produção de Collor pelos próprios produtores da TV Globo. Usaram truques de figurino (gravata torta), maquiagem, suores artificiais para conferir ar cansado. A Globo foi além e editou o debate em seu noticiário para causar no espectador a sensação de vitória do seu candidato. Uma edição classificada mais tarde por Alberico Souza Cruz como comprometedora e burra, pois “Collor ganharia de qualquer jeito”.

O jornal O Estado de São Paulo assumiu em editorial ter e defender candidato. A imoralidade eleitoral (ignorada pelos tribunais) quebrou a paridade de armas entre os concorrentes. As mentirosas capas de Istoé e Veja com ataques a Lula e Dilma também tentaram influenciar no resultado de eleições. Numa delas, O PT teve um inócuo e extemporâneo direito de resposta. Quanto à Veja, no fluxo do pré-golpe, contou com o beneplácito da justiça eleitoral (minúsculas de protesto). Um engajamento tão flagrante, de forma a dar suporte factual até para o discutível número 45 (Aécio) inserido na abertura da novela Geração Brasil (Globo).

A dita grande mídia brasileira não faz questão de tentar fingir o mito da imparcialidade. Exerce com destreza o que a pesquisadora Cremilda Medina chamou de “Notícia um produto a venda como outro qualquer”. Sem sorrelfa, cultuam o coronelismo eletrônico e seu caráter venal. Aquilo que Barbalhos e Sarney promovem em seus redutos, é protagonizado em escala nacional nas eleições presidenciais. No golpe (2016) não foi diferente, com a cumplicidade da Operação Farsa Jato, do ex-stf (minúsculas propositais) e de significativo contingente parlamentar.

Enquanto a mídia maquia o golpe, não custa lembrar que o doleiro, o juiz e a mídia do Caso Banestado eram os mesmos da Farsa Jato. A camarilha golpista desmoralizou-se a si mesma. Junto com ela, a imprensa e instituições como PF, STF, MPF e, segundo gravações divulgadas, com “monitoramento” do Exército Brasileiro. Portanto, general Villas Bôas, com uma mídia dessas, corrija sua frase no jornal Valor Econômico. O país não está à deriva. Afundou num mar de lama.

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