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Juiz e cúmplice? Temer age para inquérito de Rocha Loures, da mala de propina sair de Fachin e ir para Moro


O Ministro da Justiça, Osmar Serraglio, foi demitido. Para o seu lugar, vai o atual Ministro da Transparência (sic), Torquato Jardim, ex-ministro do TSE e por lá ainda influente.


Dia 6, como se sabe, a cassação de Temer irá à pauta do Tribunal, embora seja, provavelmente, travada por um pedido de vistas.

A demissão de Serraglio, porém, tem uma consequência imediata. A menos que seja nomeado para outro posto, ele volta para a Câmara e, com isso joga o delatado maleiro Rodrigo Rocha Loures para o foro comum, caso o TSE não o faça co-réu no processo que, fatalmente, se abrirá contra Michel Temer.


Como há um pedido de prisão pendente contra Loures, feito por Rodrigo Janot, será Sérgio Moro quem o decidirá, no caso de que ele perca o foro privilegiado.

E as negociações por sua delação premiada voltam à estaca zero, porque, em princípio, terão de ser fechadas com a PGR curitibana, leia-se a Força Tarefa.

Hora de ver como se portará o “coração generoso” de Sérgio Moro.

Serraglio, que resistiu mudo e calado ao embrulho que tirou do país com a Operação Carne Fraca vinha sendo mantido com nitritos e conservantes no cargo, apesar dos odores que emanava.

Agora, porém, foi queimado no altar das necessidades temeristas. Mas queimado morto, enquanto Rocha Loures, se não encontrar a generosidade morista, será queimado vivo, com o risco de urrar como um boi no matadouro.

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