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Relembre: Aécio falou que iria obstruir votações, Câmara, Senado para paralisar e derrubar governo Dilma


Com o tempo os interesses vem a tona: O Globo – Os líderes da oposição no Congresso Nacional fecharam um acordo para obstruir os trabalhos na Câmara dos Deputados até que seja instalada a comissão especial que vai analisar o pedido de impeachment da presidente Dilma Rousseff. 



O processo foi paralisado porque o presidente daquela Casa, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), recorreu da decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que anulou a eleição da comissão realizada no ano passado.


– Os líderes da Câmara vão, a partir da próxima segunda-feira, interromper as votações até que se instale a Comissão do Impeachment. É a oportunidade para se discutir os problemas graves que afetam todos os brasileiros – afirmou o presidente do PSDB, Aécio Neves (MG), que anunciou a decisão.

A presidente do PTB, deputada Cristiane Brasil (RJ), disse que já houve sinalização de Cunha de que poderia desistir do recurso ao STF, o que poderia acelerar o início dos trabalhos. Parlamentares oposicionistas minimizam a possibilidade de a comissão ser dominada por governistas ressaltando que cabe ao plenário da Casa decidir se autoriza o Senado a abrir o processo.

O presidente da Câmara afirmou que não irá desistir do recurso ao STF, mas reiterou que espera uma decisão da Corte ainda neste mês.

– Abrir mão, não abrirei. Me parece que o acórdão será publicado terça. Aí tem 5 dias para embargos, que já apresentamos, e pode julgar. Julgará em março – disse Cunha ao GLOBO por mensagem de texto.

Os partidos de oposição divulgaram ainda uma nota em que manifestam “apoio e confiança nas instituições nacionais e ao trabalho de investigação realizado pela Operação Lava-Jato”.


“É hora de exigir respeito a um dos mais importantes pilares do estado democrático de direito, que determina que nenhum brasileiro está acima das leis e da Constituição, e que todos, sem exceção, devem responder pelos seus atos perante a Justiça”, diz trecho da nota.

Apesar da afirmação, não há na nota menção direta ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, conduzido coercitivamente na 24ª fase da Operação Lava-Jato. Os partidos fazem ainda uma convocação para que a população participe dos protestos de rua marcados para 13 de março, que pedem a saída da presidente Dilma.

A reunião contou com a presença de deputados e senadores de PSDB, DEM, PPS, PTB, PRTB e PSB. Governadores eram esperados, mas nenhum compareceu porque estão reunidos justamente com a presidente.

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